http://www.mormoninfo.org/
Tradução: Emerson de Oliveira
Eu nasci em junho 1968 em Greenville, Carolina do Sul, de
Gayle e JoAnn Norton. Meu pai era tão mórmon quanto seus pais. Seus pais
eram mórmons como foram seus pais antes deles e até onde eu sei, seus
pais também o foram antes. Minha mãe foi convertida para a igreja SUD em
1954 quando estava com 22 anos.
Nós éramos muito ativos na Igreja e eu tenho boas
recordações das idas 3 vezes por semana nos anos 1970. Fomos para uma
reunião sacramental no domingo pela manhã e na escola dominical pela
tarde. A Primária era depois de escola todas as terças-feiras, uma
atividade semanal de que eu sempre gostei. Uma de minhas mais belas
recordações era quando criança eu ia com meu pai e alguns de meus irmãos
para o supermercado bem cedo em uma manhã de segunda-feira nos anos
1970, no dia depois de uma Conferência Geral na qual alguns dos oradores
tinha enfatizado a necessidade de uma provisão generosa de armazenamento
de comida. Eu testemunhei meu pai comprar mais comida em uma só compra
que minha mãe comprar em dois meses. Ele levou meus irmãos e eu para
ajudá-lo a trazer os vários carrinhos de compra dos quais ele precisou
para sua provisão de ano imediata. Não é preciso nem mencionar que o
estoque em nossa despensa rivalizou com a de pequenas lojas de
conveniência.
Nunca houve um tempo quando minha família era até mesmo
remotamente inativa em nossa freqüência da igreja. Eu era muito ativo e
tive vários cargos na Igreja durante minha mocidade. Durante vários anos
minha mãe serviu como Presidente da Sociedade do Socorro e meu pai tinha
várias ocupações, além de liderança da igreja.
Ser SUD significava que eu seria batizado tão logo eu
fizesse 8 anos. A ala em moramos na época na Califórnia realizava todos
os batismos no domingo e no primeiro domingo após meu 8º aniversário
caiu em 4 de julho de 1976, o bicentenário da América. Lembro-me que
estava bem frio. Meu pai continuou a me chamar de “menino bicentenário”
desde aquele dia e ele me falou que todo o País estava comemorando meu
batismo com fogos de artifício. Eu sabia que esta não era a verdadeira
razão para a grande celebração daquele dia mas me fez sentir bem
especial. Olhando para trás agora posso ver que participava de uma
religião que desencorajava o intelectualismo e o livre-pensamento no
mesmo dia em que o País estava celebrando a independência da tirania e
repressão. Naquela idade, pouco eu sabia o quanto estava longe da
verdadeira independência.
Meus pais se divorciaram quando eu tinha 12 e eu tive uma
breve experiência com inatividade e fumar cigarros quando eu tive 15
anos devido a uma pobre escolha de amigos. Nesta época eu estava morando
com minha mãe no Colorado e um de meus irmãos mais velhos (de quem eu
gostava muito) descobriu sobre meu hábito de fumar e inatividade na
igreja e convenceu minha mãe a me deixar mudar para Utah para viver com
ele enquanto ele estudava na Utah State University, de forma que ele
poderia me colocar nos trilhos. Minha mãe estava espantada em pensar que
seu precioso filho estava fumando cigarros e permitiu que meu irmão
fizesse o máximo para me guiar fora daquele caminho errado que eu tomei.
Eu me mudei para Utah com meu irmão e em 6 meses eu parei de fumar e
comecei a freqüentar a igreja de novo.
Pouco tempo depois, aos 17 anos, enquanto trabalhava em
um restaurante de fast-food, eu conheci Shalise Salvesen, de 16 anos, a
menina que um dia iria se tornar minha esposa e a mãe de meus filhos.
Fiquei imediatamente apaixonado por Shalise e, meio brincando, lhe pedi
em casamento com apenas algumas horas de nos conhecermos. Ela me disse
“não” e me informou que seu namorado não aprovaria. Depois ela mudou de
idéia e nos casamos no templo SUD de Logan em 16 de dezembro de 1989, só
6 semanas depois que eu fosse liberado para servir uma missão de tempo
integral no sul da Califórnia.
Minha decisão para servir em uma missão foi difícil pois
eu estava completamente apaixonado por Shalise e fiquei convencido de
que ela encontraria outro sujeito, ficaria apaixonada e teria um par de
filhos quando voltasse de minha missão. Porém, depois de receber o que
estava certo de ser uma poderosa confirmação espiritual de que eu
deveria servir em uma missão, eu me recolhi meus documentos e parti para
o Centro de Treinamento Missionário em 23 de setembro de 1987. Dos 6
filhos em minha família, 4 de nós servimos em missões.
Gostei muito de servir em minha missão. Foi uma
experiência maravilhosa que seria impossível substituir com qualquer
experiência mundana. Enquanto servia em minha missão eu fiquei bastante
familiar com o que é comumente chamado de material “anti-mórmon”. De
fato, eu desenvolvi uma boa reputação no campo de missão por ter todas
as respostas para qualquer questão anti-mórmon que qualquer investigador
poderia nos lançar. De vez em quando eu recebia um telefonema de alguma
irmã missionária na missão que precisava de uma resposta para uma
pergunta que um investigador lhes havia feito. Eu não me lembro de
alguma vez ter ficado perplexo com suas perguntas. Até mesmo de vez em
quando eu conseguia o telefone de alguns famosos (ou infames, seja a
palavra mais apropriada) anti-mórmons e os deixava perplexo dizendo-lhes
que eu havia seriamente investigado o mormonismo e chegado à conclusão
de que era verdadeiro e que eu iria me unir a ele. Um deles entendeu
minha pequena charada, falou com meu Presidente de Missão e este me
afastou. Eu recebi uma dura advertência do Presidente e me disse que eu
deveria evitar todos os anti-mórmons como a peste. Eu tomei à sério seu
conselho e não cheguei perto de nenhum material anti-mórmon por pelo
menos 13 anos.
Ao voltar de minha missão minha jovem noiva e eu não
perdemos tempo e começamos uma família e nossa primeira filha nasceu só
13 meses depois que estivéssemos casados. Nos próximos 2 anos tivemos
mais 2 filhos à nossa família. Quando nossa filha mais velha fez 8 anos
eu a orgulhosamente batizei e fiz o que pude para convencê-la que ela
algum dia deveria servir uma missão para a igreja. Durante os anos,
minha esposa e eu tivemos vários cargos na ala em que vivemos, um de meu
ser favorito foi o de secretário da Sociedade de membros em Logan (Utah),
na 1ª. ala.
No outono de 2001, minha esposa e eu fomos co-professores
da classe de Princípios do Evangelho em nossa ala. Tivemos uma
freqüência bastante regular dos membros recentemente reativados, alguns
investigadores e um par de membros que não quiseram freqüentar a classe
de Doutrina do Evangelho.
Um dia, em setembro de 2001, eu estava procurando na
Internet uma fraude original de
Mark Hoffman
com o intento de comprá-la e pendurá-la num quadro em minha casa. Eu
tinha um interesse incomum em qualquer artigo de qualquer significado
histórico e Mark Hoffman certamente era uma figura interessante na
história mórmon. Nos anos 80 Hoffman enganou os mais importes líderes da
igreja SUD em vendê-los centenas de documentos forjados que tinham a ver
com a história mórmon. Sua maior fraude foi o que hoje é conhecida como
a famosa “Carta Salamandra” que Hoffman afirmava ter sido escrita por
Martin Harris, testemunha do Livro de Mórmon. A carta relatava uma
história do mormonismo mais oculta e estranha. Hoffman e suas
falsificações só foram descobertas depois que ele matou duas pessoas em
um esforço para esconder suas erradas ações. Hoffman entrará para a
história como um dos maiores falsificadores que já existiram. Embora
suas horríveis ações não são nada admiráveis, sua habilidade em
falsificação e de enganar os melhores peritos durante anos foi um feito
impressionante.
Sendo um grande fã de história e um mórmon muito ativo,
eu pensei que deveria reunir meu amor à história e à Igreja e comprar
uma falsificação original de algum documento de Joseph Smith ou de
Brigham Young feitos por Hoffman. Eu nem sabia que esta simples procura
na Internet seria o começo do fim para mim e minha associação com a
única igreja que eu conhecia.
Minha procura na Internet não deu em nada das
falsificações de Mark mas por acaso eu me deparei com um interessante
site “anti-mórmon” que contava a história das Placas de Kinderhook.
Resumidamente, as Placas de Kinderhook foram falsas placas de metal que
foram feitas por inimigos da igreja com a intenção de enganar Joseph
Smith em 1843. Eles tiveram êxito. Joseph disse das falsas placas: “eu
traduzi uma parte delas, e descobri que elas contêm a história da pessoa
com quem que elas foram encontradas. Ele era um descendente de Ham, dos
lombos do Faraó, o rei do Egito, e que ele recebeu seu reino do Senhor
do céu e da Terra” (História da Igreja 5:372). Francamente, esta
história realmente não me preocupou. Eu estava bastante familiarizado
com a história das placas de Kinderhook dos meus estudos de material
anti-mórmon e estava bastante familiarizado com a resposta da Igreja
para esta alegação. A Igreja tinha escrito um longo artigo sobre isto na
revista Ensing em agosto de 1981. Porém, havia algo estranho
sobre o artigo anti-mórmon que eu não pude conceber. Eu fui online e
reli cuidadosamente o artigo da Ensign de1981 e de novo o artigo
anti-mórmon. Então fiquei pasmo.
Por anos eu já conhecia a resposta oficial da igreja - a
de que não havia “nenhuma evidência direta” de Joseph Smith ter
traduzido as falsas placas e a citação mencionada acima atribuída a
Joseph Smith na verdade foi de fato escrita por um membro da Igreja
chamado William Clayton em seu diário pessoal. O artigo da Ensign
de 1981 reza:
“Apesar deste relato parece ter sido escrito por Joseph
Smith, de fato é um excerto de um diário de William Clayton. Foi bem
conhecido bem que a série ‘A História de Joseph Smith' em grande parte
consistia em artigos dos diários pessoais de outras pessoas e fontes,
colecionados durante a vida de Joseph Smith e continuados depois que os
Santos estiveram em Utah, então editados e compostos para formar uma
história da vida do Profeta em suas próprias palavras. Não era incomum
aos biógrafos do séc. XIX colocarem a narrativa na primeira pessoa
quando compilavam uma obra biográfica, mesmo que o objeto da biografia
não dissesse ou escrevesse de fato todas as palavras atribuídas a ele;
assim a narrativa representaria um relatório fiel do que outros sentiam
ser útil para publicar. O excerto do diário de Clayton foi um artigo
usado deste modo. Por exemplo, as palavras ‘eu tenho traduzido’
originalmente diziam ‘o presidente J. traduziu uma parte...’
Não se sabe de onde vieram as idéias de William Clayton.
Porém, como depois será mostrado, a especulação sobre as placas e seu
possível conteúdo era bastante comentada em Nauvoo quando elas
apareceram. Em todo caso, esta versão alterada do extrato do diário de
William Clayton foi reimpressa na Millenium Star de 15 de janeiro
de 1859, e, infelizmente, foi inserida na História oficial da Igreja
quando ‘A História de Joseph Smith’ foi editada em forma de livro como a
História da Igreja em 1909”.
(Stanley B. Kimball, "Kinderhook Plates Brought to
Joseph Smith Appear to Be a Nineteenth-Century Hoax," Ensign,
Aug. 1981, pp. 67-8)
Depois de ler o site sobre as placas de Kinderhook, eu
percebi que o artigo da Ensign tinha omitido completamente (e
intencionalmente) o fato de que William Clayton na época era o
secretário pessoal de Joseph Smith quando escreveu aquela entrada de
diário. Seu assim chamado “diário” mais parecia um diário das atividades
de Joseph Smith do que com as suas próprias. Fiquei um pouco desapontado
de que o autor do artigo da Ensign, Stanley B. Kimball, que era
professor de história na Universidade de Illinois do Sul, iria
intencionalmente subestimar o papel que na ocasião William Clayton
representou na vida de Joseph Smith, quando escreveu a entrada do diário
em questão. Isso seria como se um historiador daqui a 100 anos tomar
alguns comentários que Al Gore poderia atribuir a Bill Clinton e dizer
“alguns democratas afirmam que o Presidente Clinton disse isso e aquilo
mas não há nenhuma evidência direta de que o comentário foi feito de
fato pelo próprio Sr. Clinton”. Não mencionar o papel de Clayton como o
secretário pessoal do Profeta foi, em minha opinião, a omissão de um
fato muito importante. Infelizmente, eu logo descobriria que era a regra
e não a exceção para historiadores da Igreja mudarem ou simplesmente não
revelar qualquer coisa que não for a favor deles.
Usando somente fontes da Igreja eu investiguei a história
das Placas de Kinderhook melhor que eu pude. Eu descobri uma evidência
inegável de que Joseph Smith realmente traduziu as falsas placas de
Kinderhook (coloquei esta informação online em
www.josephlied.com/What.html).
Porém, mesmo depois de descobrir que Joseph Smith era
obviamente capaz (e desejoso) de compor falsas “traduções” de coisas que
ele alegou serem textos antigos, eu ainda não queria jogar meu
testemunho inteiro da igreja fora da janela. Eu estava disposto a
aceitar o fato de que Joseph Smith era um homem que tinha um ego que não
lhe permitiria simplesmente dizer “eu não posso ler isto” quando lhe
davam algo que pretensamente era um texto antigo. Afinal de contas,
Joseph Smith não era perfeito. Eu me lembro de pensar “não era como se
ele tivesse de fato completado a tradução das placas de Kinderhook e
agora a Igreja as estava aceitando como escritura ou qualquer coisa
assim”.
Porém, a idéia de que ele era mesmo capaz de inventar uma
“tradução” das falsas placas me aborrecia. Eu tinha que saber se ele
havia feito isto antes com algo que nós aceitamos como escritura. Neste
momento eu decidi seriamente investigar o Livro de Abraão.
Para qualquer um que ler isto e que não está
familiarizado com o Livro de Abraão, deixe-me lhe dar um breve relato
desta parte em particular da escritura mórmon.
Um homem chamado Michael Chandler estava viajando pelo
leste dos Estados Unidos com cerca de uma dúzia de múmias egípcias e uns
pares rolos de papiro egípcios na metade dos anos 1830, vendendo uma
múmia ocasionalmente aqui e ali. Na época em que ele chegou em Kirtland,
Ohio em 1835 (onde os Santos estavam estabelecidos) ele tinha quatro
múmias e dois rolos de papiro. Ele cobrava uma taxa para as pessoas
verem o papiro e as múmias. Foi trazido à sua atenção que um homem local
(Joseph Smith) podia traduzir o papiro. Quando Joseph o viu ele afirmou
que o rolo de papiro era uma história de Abraão (o mesmo Abraão do Velho
Testamento) no Egito e que foi escrito pela própria mão de Abraão.
Joseph alegou que o outro rolo de papiro era um relato de Joseph que foi
vendido no Egito por seus irmãos e seus trabalhos no Egito. Esta foi uma
grande descoberta. Vários membros da igreja juntaram dinheiro e
compraram o papiro por $2,400 e Joseph procedeu em “traduzir” o papiro
que continha a história de Abraão no Egito. (Veja História da Igreja
Vol. 2, pp. 235, 236, 348-351 para um relato mais detalhado)
A “tradução” do papiro foi publicada no Times and
Seasons (um jornal de Nauvoo) como o “Livro de Abraão”. Na época em
que Joseph Smith “traduziu” os papiros, a habilidade para traduzir
hieróglifos egípcios ainda estava em sua infância e assim não havia
ninguém que tivesse formação para contestar suas afirmações. Em 1967,
quando o papiro original foi encontrado em um museu de Nova Iorque e
entregue para a Igreja, todos os verdadeiros egiptologistas que
estudaram o papiro do Livro de Abraão chegaram à conclusão de que ele
era somente um texto funerário tirado do Livro das Respirações/Livro dos
Mortos. Até mesmo estudiosos mórmons concordam que “...quando se compara
o texto do livro de Abraão com uma tradução do Livro das Respirações;
eles não são claramente os mesmos” (Ensign, julho de 1988, pg.
51). Desde 1967 a igreja tem vindo com pelo menos 10 teorias diferentes
sobre por que a tradução de Joseph não é igual a tradução verdadeira do
papiro.
A desculpa mais comum que a Igreja deu nas últimas 3
décadas é a opinião de que nós não temos todos os papiros originais com
o que Joseph Smith trabalhou e é possível que a parte do papiro que
Joseph traduziu o Livro de Abraão de fato ainda está perdida. Em um
artigo da Ensign de julho de 1988, o empregado da BYU Michael D.
Rhodes escreveu:
O Profeta descreveu o papiro que ele usou na tradução
nestas palavras: “o registro... encontrado com as múmias, é formosamente
escrito em papiro, com negro, e uma pequena parte em vermelho, tinta ou
pintura, em perfeita preservação” (História da Igreja, 2:348.) O
papiro do Livro das Respirações não tem nenhuma escrita em tinta
vermelha e está em um estado extremamente pobre de preservação. Deveria
ter estado na mesma condição na época de Joseph Smith quando fragmentos
dele foram colados a esmo a outro papiro totalmente sem ligação.
(Michael D. Rhodes, "I Have a Question," Ensign, julho de 1988,
pp.51)
Este foi outro exemplo da Igreja omitindo
intencionalmente certos detalhes para fazer os fatos se ajustarem a
conclusão predeterminada de que a igreja é verdadeira. No artigo da
Ensign escrito por Michael Rhodes, ele citou a descrição de Joseph
Smith do papiro mas você notará que ele omitiu algo na frase “o
registro... encontrado com as múmias, é formosamente escrito em papiro,
com negro, e uma pequena parte em vermelho, tinta ou pintura, em
perfeita preservação”. Esta frase originalmente dizia: “o registro de
Abraão e José, encontrado com as múmias, é formosamente escrito em
papiro, com negro, e uma pequena parte em vermelho, tinta ou pintura, em
perfeita preservação”.
O sr. Rhodes deveria saber que ao remover essas pequenas
quatro palavras (“de Abraão e José”) e descrevendo a citação de Joseph
Smith como a descrição do Profeta para “...o papiro que ele usou na
tradução...” ele estava mudando completamente o significado original da
citação de uma descrição geral de todo o papiro egípcio para só uma
descrição do papiro do qual o Livro de Abraão veio. O fato é que o rolo
de papiro de que Joseph Smith chamou de “Livro de Abraão” estava em um
pobre estado de preservação desde o momento em que caiu nas mãos da
Igreja e nunca tinha contido qualquer tinta vermelha. Porém, “...escrito
em papiro, com negro, e uma pequena parte em vermelho, tinta ou pintura,
em perfeita preservação” descreve perfeitamente o rolo de papiro não
traduzido que foi chamado de “Livro de José”. Além disso, há uma sólida
evidência de que os restos de papiro que estão atualmente em posse da
Igreja atualmente são os mesmos restos de papiro que Joseph Smith
afirmou ter traduzido no que é agora conhecido como o Livro de Abraão.
Eu ainda estou confuso sobre por que o atual “profeta, vidente e
revelador” da igreja não usa sua habilidade como um “vidente” para
traduzir o papiro que claramente Joseph Smith identificou como o “Livro
de Joseph”. Se de fato fosse um verdadeiro “vidente”, Gordon B. Hinckley
não deveria ter nenhuma dificuldade com tal tarefa.
Depois de ler numerosos livros que eu tinha comprado a
uma livraria Deseret local e centenas de artigos que tinham sido
escritos durante os últimos 30 anos em revistas da igreja por dia para
durante uma semana estudando tudo o que eu poderia achar que havia sido
publicado pela igreja sobre o Livro de Abraão e eu senti o estômago
enrolar ao vir à inegável conclusão: a “tradução” do Livro de Abraão foi
uma grande fraude, assim como a “tradução” parcial de Smith das placas
de Kinderhook. A única diferença entre os dois era o fato de que os
papiros egípcios eram verdadeiramente antigos. Eram, porém, de 2000 anos
mais recentes para terem sido “escritos pela mão de Abraão”, sendo
somente um texto funerário pagão.
Esta notícia foi devastadora para mim. Eu nunca tinha
estado mais deprimido em minha vida. Eu pensei brevemente na
possibilidade de manter minha nova descoberta só para mim. O pensamento
de falar para minha esposa que eu tinha descoberto que Joseph Smith era
uma fraude me fez querer chorar. Francamente, meu medo maior era que ela
se divorciaria de mim e permaneceria na Igreja. Afinal de contas, se ela
recusasse escutar ao que eu havia encontrado ela nunca aceitaria a
verdade e, com um marido apóstata ao seu lado, ela nunca seria aceita no
Reino Celestial. Se ela se divorciasse de mim ela ainda era jovem o
bastante para encontrar um homem digno que acreditasse que a igreja era
verdadeira para segurar sua mão e conduzi-la à divindade.
Porém, eu sabia que o Senhor nos tinha advertido sobre o
que aconteceria aos seguidores de falsos profetas. Ele deixou claro que,
“lhes sobrevirá uma rápida destruição” (IIPd. 2.1). Eu decidi contar
para minha esposa as minhas crescentes suspeitas de que a igreja não era
verdadeira.
No outro dia, quando minha esposa e eu estávamos nos
dirigindo ao centro da cidade, eu joguei minha “bomba”. “O que você
diria se eu lhe contasse que eu creio que Joseph Smith foi um mentiroso
patológico e a igreja não é verdadeira?” Eu segurei minha respiração e
esperei pela resposta dela. Ela respondeu: “Por que você diria isso?
Você está me assustando”, com lágrimas em seus olhos. Eu lhe expliquei o
que eu tinha descoberto tão rapidamente quanto eu pude antes que ela
gritasse comigo e me pedisse para me calar e deixar de lhe contar minhas
mentiras. Quando voltamos para casa eu lhe mostrei alguns dos problemas
que eu tinha encontrado sobre o Livro de Abraão e as traduções das
placas de Kinderhook. Eu também lhe mostrei algumas outras discrepâncias
que eu tinha encontrado na história de Igreja que não faziam sentido.
Um das coisas que eu achei mais perturbadoras era o fato
de que Brigham Young e outros líderes da igreja obviamente não tinham
estado familiarizados com a história da “Primeira Visão” como a temos
agora. Do que eu li do princípio ao fim na História da Igreja e o
Diário de Discursos eu tinha achado numerosas citações dos amigos
e membros de família de Joseph Smith que deixou dolorosamente óbvio que
a crença de que Joseph Smith viu Deus e Cristo pela primavera de 1820
era uma doutrina que era totalmente desconhecida a todo mórmon até 1890
(veja www.josephlied.com/list.html para as numerosas citações sobre
isto).
Eu descobri depois que uma vasta maioria das coisas que
eu estava “descobrindo” tinha sido achada e revelada muitos anos antes
por aqueles que tinham descoberto a verdade sobre a igreja antes de mim.
Porém, eu estava determinado a não usar nenhuma fonte anti-mórmon para
minha informação porque eu não quis que os “fatos” fossem distorcidos
por aqueles que têm uma crítica com a igreja. Eu não sabia na época que
era a igreja que distorcia os fatos para que lhe fossem favoráveis.
Havia um pequeno “fato” que eu estava intencionalmente
mantendo oculto de minha esposa porque eu pensava que era muito bom para
ser verdade e se eu contasse para qualquer um sobre isto, mesmo para
ela, eu poderia “trazer má sorte” sobre este fato e ele deixaria de
existir. No entanto, para explicar isto, eu tenho que divagar um
pouco.
Há pouco mais de 2 anos, aos 31 anos, eu notei um leve
tremor no dedo mínimo em minha mão direita. Durante alguns meses eu
notei que este tremor lentamente se espalhou aos outros dedos de minha
mão direita e, depois, causou um tremor em toda a minha mão direita. Eu
notei que isto só acontecia quando minha mão direita estava parada e eu
também notei que com um pouco esforço eu poderia pará-la de tremer por
breves períodos de tempo se eu pensasse nisto ou usasse minha mão. Eu
tive outros sintomas estranhos que tinham recentemente começado a me
aborrecer, especificamente dificuldade de equilíbrio e rigidez em
algumas de minhas articulações.
Eu fui para o médico de nossa família que tinha suas
suspeitas sobre o que poderia ser e ele me enviou a um neurologista. O
neurologista foi um pouco seco e disse: “eu suspeito que você ou tem mal
de Parkinson ou um tumor no cérebro. Reze para um tumor no cérebro”.
Ele me falou que pelo menos alguns tumores no cérebro
podem ser operados e “curados” mas o mal de Parkinson não tem cura. Ele
fica cada vez pior. Depois de um raio X ou uma tomografia de ressonância
magnética (francamente eu não sei a diferença entre os dois) ele
descartou um tumor no cérebro e imediatamente me receitou um medicamento
(Mirapex) para ajudar a mascarar os sintomas de Parkinson. Lembre-se,
não era uma cura, só um paliativo (por assim dizer).
Eu tomava este medicamento 3 vezes por dia durante alguns
anos e me aliviou quase completamente dos tremores mas eu ainda tinhao
equilíbrio muito ruim.
Na manhã de 4 de outubro de 2001 eu estava quase uma
semana em minha séria investigação da igreja. Àquele ponto em minha vida
estava orando CONSTANTEMENTE (por medo de perder uma resposta para
minhas orações se eu não fosse uma “pessoa de oração”), esperando para
algum tipo de uma resposta do céu se a igreja era verdadeira ou não. Eu
estava tendo SÉRIAS dúvidas sobre a validade das alegações de Joseph
Smith e estava me sentindo bastante culpado por estes sentimentos,
especialmente já que minha esposa e eu estávamos ensinando vários
investigadores nas classes de Princípios do Evangelho todos os domingos.
Eu não queria (ou esperava) uma “pequena voz” para responder minhas
constantes orações, mas sim para uma PODEROSA VOZ dos céus dizendo:
“MIKE, SEUS PIORES MEDOS SÃO VERDADEIROS! JOSEPH SMITH FOI UMA FRAUDE
“ou, melhor ainda, uma voz muito alta me dizendo que meus medos não eram
verdadeiros e que a igreja era realmente a verdadeira igreja na Terra.
Ao contrário das respostas para minhas orações que eu tinha recebido ao
longo de minha vida sobre o mormonismo, eu quis que a resposta às minhas
orações desta vez fosse tão inegável que não haveria NENHUMA DÚVIDA de
que era Deus e não só os desejos de meu coração.
Em resumo, eu queria um milagre. E apesar de ter sido
ensinado no templo de que esta “era uma geração má e perversa que
procurava um sinal”, eu queria um sinal.
Assim, ao tomar banho na manhã de 4 de outubro, eu estava
fazendo uma oração. Eu orei tão sinceramente quanto eu pude: “por favor,
Pai, eu creio que a igreja NÃO É verdadeira e eu quero saber se minhas
suspeitas estão corretas”.
Quando eu saí do chuveiro eu olhei para ver se de fato as
palavras “VOCÊ TEM RAZÃO” estavam escritas no espelho embaçado. Não
estavam. Oh! Como eu queria uma resposta que não vinha de meu coração,
mas de Deus. Eu sabia que meu coração queria que minha cabeça estivesse
errada. Eu QUERIA que a igreja fosse verdadeira.
Aquele foi um dia monótono e ao me deitar à noite eu
percebi que eu não tinha tomado meu Mirapex todo aquele dia. Foi a
primeira vez em 2 anos em que eu não o tomava por um dia. Considerando o
fato de que eu também não tive um único tremor em minha mão naquele dia,
isto foi bem incomum. Eu fui para cama sabendo que no dia seguinte a
minhas articulações doloridas e mão trêmula estariam implorando por meu
Mirapex (eu tinha suspeitado que o “Mira” do nome Mirapex em inglês
significava “milagre”. Era realmente um remédio maravilhoso para mim).
Veio o dia 5 de outubro e foi sem qualquer medicamento e,
mais importante, sem nenhuma necessidade para qualquer medicamento.
E assim o 6º dia, o 7º, o 8º, o 9º, e o 10º.
Eu tinha ido uma semana inteira sem qualquer medicamento
e sem um único tremor e não tive nenhum problema com meu equilíbrio.
Vários dias depois que eu lhe contei que eu pensava que Joseph Smith era
um mentiroso patológico falei para minha esposa que havia se passado
quase duas semanas desde que eu tinha parado com minha medicação e eu
não estava mostrando qualquer sinal da doença de Parkinson. Ela
recusou-se a acreditar. Ela me fez levantar no meio do quarto com meus
olhos fechados para ver se eu me caía (se fosse antes certamente eu
cairia). Inclusive eu fiquei em pé com uma perna só com meus olhos
fechados. Eu lhe disse: “estou lhe dizendo, já passou”.
Isso foi a mais de dois anos. Eu tenho equilíbrio
perfeito, e eu não tive um tremor em minha mão (ou em qualquer outro
lugar) desde 3 de outubro do ano passado. Um ano atrás o maior medo em
minha vida seria se eu não poderia jogar beisebol com meu filho até que
ele fosse adolescente. Jogar beisebol com os netos certamente estava
fora de questão. Para aqueles de vocês que não sabem, o mal de Parkinson
simplesmente “não tem perdão”. É uma doença progressiva que simplesmente
fica cada vez pior com o passar do tempo. Eu quase nunca uso a palavra
“curado” quando falo sobre minha doença de Parkinson. Eu simplesmente
digo que “eu não a tenho mais”. Eu estou bem ciente do fato que pode
voltar algum dia. Talvez amanhã. Talvez nunca. Mas, eu sei disto: um
homem que viveu 2000 anos atrás ressuscitou dos mortos. Ele tinha estado
morto o bastante para que seu corpo começasse a feder. Se isso não foi
um milagre eu não sei o que é. Em 4 de outubro de 2001 eu acredito que o
mesmo homem que ressuscitou dos mortos libertou meu corpo de uma doença
que nenhum homem na Terra poderia curar. Ele respondeu as orações de meu
coração. Eu pedi uma resposta a uma oração e eu consegui um milagre.
Embora eu tivesse recebido uma resposta que satisfez meu
coração, eu ainda procurei cada vez mais informação para satisfazer
minha cabeça. Mas 30 anos de mormonismo não se vão em apenas algumas
semanas. Eu continuei descobrindo coisas sobre Joseph Smith e a história
da igreja que eu nunca tinha sabido ou ouvido antes.
Eu descobri sobre a prática de Joseph Smith de tomar
mulheres para suas esposas que já estavam casadas com outros homens
(i.e., Lucinda Pendleton em 1838, enquanto ela estava casada com George
Harris e Zina Jacobs em 1841, enquanto ela estava casada com Henry
Jacobs). De fato, 9 das primeiras 12 esposas de Joseph já eram casadas
com outros homens quando ele as levou. Seis dessas já estavam casadas
com homens mórmons. Isso sem mencionar o matrimônio de Joseph com suas
filhas adotivas de 14 e 16 anos. Ao que consta, todos esses casamentos
(34 ao menos, considerando com sua esposa Emma) foram completamente
consumados.
Eu descobri que (de acordo com o Livro de Mórmon e
líderes “inspirados” da igreja) houve mais de 2.300.000 de mortes no
monte Cumorah no Estado de Nova Iorque (entre os jareditas {veja Éter
15:2} e os nefitas e lamanitas {veja Mórmon 6:10-15}) e mesmo assim não
há nenhum rastro de evidência arqueológica para apoiar esta crença
embora se supõe que ali foram usadas pesadas peças de metal, como
peitorais e capacetes www.josephlied.com/Cumorah.html para mais
informação).
Eu descobri que a igreja ensinou de 1835 a 1921 que Deus
era um espírito e não tinha um corpo físico. Na quinta Lição de Fé (as
Lições de Fé eram parte da D&C de 1835 até 1921 e são, de fato, de onde
nós temos a parte da “doutrina” da “Doutrina e Convênios”) Joseph
Smith ensinou que Deus era um “personagem de espírito” e Cristo era um
“personagem de tabernáculo” e o Espírito Santo era a mente que o Pai e o
Filho compartilhavam. Isto não foi só uma opinião mas era a doutrina da
igreja de 1835 até 1921. Em 1921 as Lições de Fé foram removidas da
Doutrina e Convênios e adicionada a seção 130, mudando oficialmente a
natureza de Deus de “um personagem de espírito” para um que “tem um
corpo de carne e osso”.
Eu descobri que a igreja mudou a identidade do anjo (de
Néfi para Moroni) que alegadamente deu as placas de ouro a Joseph Smith
mais de 50 anos depois que isto supostamente aconteceu (veja
www.josephlied.com/Nephi.html para mais informação).
Eu descobri que a relação do crescimento populacional
dada no Livro de Mórmon foi 50 vezes maior no resto do mundo no mesmo
período de tempo. Isso significa que de cada dez bebês que sobreviveram
ao nascimento no Velho Mundo, nós temos que acreditar que 500
sobreviveram no continente americano (veja
www.josephlied.com/population.html para mais informação).
A lista de problemas principais com a doutrina e ensinos
da igreja só foi aumentando. Minha esposa ainda teve algumas pequenas
dúvidas nesta época mas estava 99% certa de que a igreja não era
verdadeira. Depois eu fui para nosso bispo com uma lista de 29 sérias
preocupações que minha esposa e eu tínhamos com a doutrina de igreja e
lhe disse que nós não poderíamos continuar ensinando a classe de
Princípios do Evangelho quando estávamos tendo uma grande dificuldade em
crer em tudo aquilo. Ele me falou que acharia uma substituição para nós
“assim que possível”. Eu lhe enfatizei que nós tínhamos ensinado nossa
última lição e se nós ensinássemos a classe novamente tomaríamos a
liberdade de ensinar o que nós realmente sabíamos sobre a doutrina da
igreja.
Ele nos substituiu imediatamente.
Por volta do fim de novembro eu falei com minha mãe no
telefone dizendo que minha esposa e eu estávamos a ponto de deixar a
igreja. Ela ficou claramente chateada por esta notícia. Ela me implorou
para que conversássemos sobre nossas questões com meu tio que era
professor na BYU. Disse-lhe que ficaria de falar com ele e sinceramente
esperava que ele pudesse responder nossas perguntas e terminar com
nossas dúvidas. Nós queríamos que a igreja fosse verdadeira.
Eu me correspondi várias vezes com meu tio e suas
respostas no mínimo foram idiotas e insultantes. Ele repetidamente
insinuou que nosso “desejo” para a igreja ser falsa foram o resultado de
algumas “questões morais” em nossas vidas. Queríamos desesperadamente
que a igreja fosse verdadeira e ele estava nos dizendo que queríamos que
fosse falsa para que pudesse justificar nosso comportamento imoral, o
que quer que isso fosse. Depois eu descobri que essa forma de tratamento
é o que se dá aos “mórmons apóstatas”.
Quando eu compartilhei os conteúdos do e-mail de meu tio
com minha mãe mórmon, ela ficou furiosa. Ela escreveu pessoalmente a meu
tio e lhe disse que estávamos sinceramente buscando ajuda e ele
desconsiderou nossa sinceridade e nos atacou com falsas alegações de
alguma “falta moral” oculta.
Minha mãe me disse para obviamente ignorar meu tio idiota
e falar com outro tio que poderia poder responder nossas sinceras
dúvidas e questões com algumas boas respostas sólidas.
Quando eu falei com aquele tio eu compartilhei os
detalhes da conversa telefônica com minha mãe e que ela ficou
grandemente desapontada com suas “respostas”. Embora ele fosse muito
simpático e sincero, ele estava impossibilitado de dar qualquer resposta
razoável ou racional a nossa crescente lista de problemas sobre as
alegações de Joseph Smith.
3 meses depois que falei com minha mãe de 69 anos que nós
estávamos deixando a igreja, ela chegou à dolorosa decisão de que a
igreja simplesmente não era verdadeira. Ela escreveu em um e-mail,
Planejo dizer algo a meu professor visitante esta semana.
Quando eu lhe disser tudo isto se espalhará rapidamente em nossa ala e
eu sei que eu estarei tendo notícias de algumas mesmas pessoas
desapontadas. Tudo bem. Eles podem ficar desapontados o quanto quiserem
...Eu não sei quando eu me senti mais perto do Senhor e nada do que eles
disserem poderá mudar isso. Obrigado, Mike. Se não fosse por você eu
ainda estaria na escuridão.
Logo após aquele e-mail de minha mãe, ela pediu para ter
seu nome removido dos registros da igreja. Submetemos nosso pedido em 6
de janeiro de 2002. Foi no Jejum de domingo. Antes de fazer nossa saída
“oficial” da igreja eu fui para a igreja mórmon uma última vez e falei
meu testemunho. Eu não disse que a igreja não era verdadeira ou qualquer
coisa assim. Eu simplesmente me levantei e compartilhei uma pequena
história agradável que foi apropriada para a época de férias e, para
concluir, eu disse:
Irmãos e irmãs, todos nós já ouvimos a frase “Jesus é a
razão para a razão”. Bem, eu tenho notícias para vocês. Jesus é a razão
para tudo. O Salvador disse que “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”.
Nós precisamos pensar nele todo o tempo e não só ‘durante uma época’.
Esta época pode ser difícil para seguir o Salvador. Eu sei que um dos
títulos do Senhor é 'Príncipe da Paz’. Não estou certo de onde veio ou
quem exatamente disse isso mas deixe-me lê-los uma interessante
escritura que eu achei no livro de Mateus: ‘Não penseis que vim trazer
paz à terra; não vim trazer paz, mas espada. Pois vim causar divisão
entre o homem e seu pai; entre a filha e sua mãe e entre a nora e sua
sogra. Assim, os inimigos do homem serão os da sua própria casa. Quem
ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama
seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim; e quem não
toma a sua cruz e vem após mim não é digno de mim. Quem acha a sua vida
perdê-la-á; quem, todavia, perde a vida por minha causa achá-la-á.
(10.34-39) Eu sei que Jesus Cristo é nosso Senhor e Salvador, nosso
Redentor e nosso Deus e é minha oração que todos nos lembremos disso
pelo ano inteiro. Eu testemunho estas coisas para vocês no nome de nosso
Salvador, Jesus Cristo. Amém.
Não tenho nenhuma dúvida de que a Igreja de Jesus Cristo
dos Santos dos Últimos Dias é completa e totalmente falsa. Não tenho
nenhuma dúvida de que Joseph Smith foi de quem o Salvador falou há 2000
anos quando disse “pois surgirão muitos falsos cristos e falsos profetas
e farão grandes sinais e maravilhas; enganarão a muitos. Se possível,
até os escolhidos”. (Mt. 24.24)
Hoje eu tenho um grande desejo de compartilhar a verdade
sobre o mormonismo com tantas pessoas quanto possível. É por isso que eu
fundei meu site www.josephlied.com. Eu até mesmo tentei ter um outdoor
na Interestadual 15 com a frase “quer a verdade? Acesse JosephLied.com”
mas eu não pude encontrar uma companhia de outdoor que o colocasse.
Ainda.
Sinceramente,
Mike Norton