Os membros da Igreja de Jesus Cristo dos
Santos dos Últimos Dias, mais comumente conhecida como os mórmons,
aceitam sua religião com sinceridade, crêem que foi divinamente
inspirada, e têm um fundo de perseguição sofrida que provoca um
sentimento natural adicional para com qualquer crítica. Não é nosso
propósito zombar, questionar a inteligência, laboriosidade, sinceridade,
nem as obras de caridade, tudo o que possuem em boa medida, mas, antes,
incentivar uma investigação doutrinária; não apenas uma pesquisa em
busca de argumentos de apoio, mas um exame real da evidência, para
descobrir o que realmente é verdadeiro.
Um opúsculo mórmon, Temple Square,
diz, na página 24, que a finalidade de Joseph Smith e dos Santos dos
Últimos Dias “é conduzir os homens e mulheres ao conhecimento da verdade
eterna que Jesus é o Cristo, o Redentor e Salvador do mundo”.
Obviamente, para ser corretamente desincumbido, este nobre objetivo deve
harmonizar-se com o aviso de Paulo: “Agora, mesmo se fosse eu ou algum
anjo do céu, que pregue um evangelho que contradiga o evangelho que eu
vos preguei, que Deus o amaldiçoe!” (Gál. 1:8 - Moffatt) Os
mórmons crêem que sua doutrina se harmoniza com tal aviso, que não têm
nenhuma doutrina nova, apenas uma restauração do que foi perdido
desde que os apóstolos declararam esta boa-nova.
Mas, realmente têm outras doutrinas. Ensinam,
por exemplo, que Adão existia no céu antes de vir à terra, e que Eva era
uma de suas esposas celestes. Brigham Young disse, em Journal
of Discourses (Vol. 1, página 50): “Quando nosso pai Adão
chegou ao Jardim do Éden, chegou a ele com um corpo celeste e trouxe
Eva, uma de suas esposas, junto com ele.” Todavia, a Bíblia não diz que
o homem vivia em forma espiritual antes de pecar e que se tornou físico
apenas como resultado de tal pecado, como o diz o mormonismo. Gênesis 1
e 2 não falam de duas criações separadas, a primeira em espírito e a
segunda na carne, como pretende o mormonismo, mas trata-se de dois
relatos da mesma criação. O primeiro relato trata da criação em geral; o
segundo trata dela mais especificamente no que tange ao homem, que foi
criado do pó da terra, mas à imagem de Deus, visto que era superior às
demais formas de vida terrestre, e possuía certa medida de sabedoria,
justiça, amor e poder, como o seu Criador celeste. — Gên. 2:7; 1:27.
Para apoiar sua doutrina de que os homens,
todos os homens, existiam no céu antes de virem à terra, referem-se a
ser Jeremias conhecido por Deus e ordenado (ou, em linguagem moderna,
designado) antes de nascer. No entanto, isto não é prova de
preexistência. Antes, é referência óbvia a um caso especial da
presciência e da habilidade de Deus de prever o futuro e de especificar
que certa pessoa faria certo trabalho, e poderia ser colocado à parte,
ordenado ou designado ao mesmo. Referem-se a perguntarem os discípulos a
Jesus se certo homem que nascera cego pecara antes de nascer, e dizem
que isto mostra uma vida diferente antes de se nascer na terra. Jesus
negou isto; também o faz Romanos 9:11. Sem dúvida, estes discípulos se
achavam contaminados pelos ensinos farisaicos e pagãos sobre a
transmigração de almas. Também se referem a perguntar Deus a Jó onde
estava este quando foi lançado o alicerce de terra, e dão a entender que
Jó devia, portanto, estar em algum lugar naquele tempo. Na realidade,
Deus mostrava que Jó não estava lá, que não existia nesse
tempo, de modo que não dispunha de nenhum conhecimento de que Deus
dispunha. (Jer. 1:5; João 9:1-3; Jó 38) Não há declaração alguma na
Bíblia que afirme que qualquer outro homem além de Cristo Jesus
estivesse vivo em parte alguma antes de vir à terra. Esta é uma doutrina
importante do mormonismo, mas os apóstolos nem sequer a mencionaram em
seus escritos. É algo além do que pregaram, e deve, portanto, ser
amaldiçoado. — Gál. 1:8.
Adão, Espíritos, Casamento
Celeste
Doctrine and Covenants
(Doutrina e Pactos), oficialmente aceito pelos mórmons, reconhece como
superior um humano desobediente, aquele que a Bíblia, em 1 Timóteo 2:14,
mostra ser um pecador voluntário, um rebelde que “não foi enganado”.
Doctrine and Covenants (Sec. 29, v. 40) admite que
Adão “tomou do fruto proibido e transgrediu o mandamento, no
que se tornou sujeito à vontade
do Diabo, porque cedeu à tentação”. Todavia, esse mesmo
livro afirma que Adão é Miguel, e que Deus “designara Miguel, seu
príncipe, e firmara seus pés, e o colocara bem alto, e lhe dera as
chaves da salvação sob o conselho e a direção do Santo”. — 27:11; 78:16.
Isso é crassa blasfêmia! Romanos 6:16 diz que
é servo daquele a quem obedece. Adão obedeceu a Satanás e, pela primeira
vez, participou na iniquidade. É outra blasfêmia dizer que isto era
necessário para realizar os propósitos de Deus; que Deus é tão
contraditório que o homem tinha de pecar a fim de endireitar as coisas;
que, depois da desobediência da mulher, o homem teve de violar uma das
leis de Deus para obedecer a outra, de agir do jeito de Satanás ao invés
de esperar outras instruções sobre isto da parte de Deus. Dizer que Deus
administrou conforto ao invés de destruição a Adão calha direitinho à
linha de propaganda de Satanás de que estes rebeldes não só continuariam
a existir, mas também se beneficiariam com a desobediência. — Gên.
3:4, 5.
Os mórmons crêem que “o espírito do homem não
só jamais morre, mas também vive através de estágios de progressão
eterna”, que “a condenação ou ‘danação’ não é senão um retardamento na
progressão”, que o homem “poderá, por fim, através da progressão,
tornar-se tão inteligente e onipotente quanto Deus, Ele próprio”. (About
Mormonism, página 10) Argumentam fortemente em favor disto, mas
isto, também, está muito longe do que a Bíblia ensina. Tais eufemismos
são usados pelo fato de que a idéia de homens transformando-se em deuses
é considerada blasfema para cristãos ortodoxos. Apesar de ter adocicado
os termos, Smith não poupou palavras para explicar suas doutrinas.
"Ensinarei a pluralidade de deuses. Explicarei como Deus se tornou Deus.
Sempre imaginamos que Deus foi Deus desde toda a eternidade. Eu
refutarei esta idéia, e tirarei o véu, para que todos vocês possam
enxergar." (Discurso de King Follet). O fundador do Mormonismo concluiu
que seu rebanho não compreendia a natureza de Deus. Nenhum mortal o
compreende inteiramente, mas este grupo particular foi prejudicado (e
não ajudado) pelas estranhas teorias expostas por Smith. Fiel à sua
palavra, Smith tirou o véu do engano, substituindo-o por um muro
monolítico de "pensamento duplo".
Afinal, a afirmação de que o Deus soberano, o ser infinito e supremo, o
Criador e Senhor de todo o Universo é, meramente, um homem exaltado é um
exemplo acabado daquilo que Orwell tinha em mente. Cada um dos textos
bíblicos é uma crassa mentira se esta doutrina mórmon for verdadeira. Os
textos, contudo, são verídicos.
Os mórmons crêem no casamento celeste, o
casamento por toda a eternidade, dizendo que Mateus 18:18 mostra que os
apóstolos tinham “poder de ligar no céu seja lá o que for que ligassem
na terra”, até mesmo incluindo o casamento. Trata-se duma aplicação bem
ampla, contudo. O texto nada diz sobre o casamento, e, conforme os
mórmons o aplicam têm de dar desculpas quanto às instruções bem
explícitas de Paulo em 1 Coríntios 7:39, de que a morte abole o vínculo
marital. Os apóstolos não fizeram nenhuma provisão para alguém que
unissem no “casamento celeste”. Todos os escritos deles deixam de
mencionar isto. Trata-se duma doutrina nova, algo além do que os
apóstolos ensinaram. Realmente, o conceito mórmon se baseia em uma das
“traduções errôneas” diante das quais se mostram céticos. Os peritos
modernos mostram que, ao invés de homens insignificantes darem ordens ao
céu, a idéia original era que o proceder dos apóstolos seria um que já
havia sido tomado pelo céu.
Batismo por Causa dos
Mortos
Os mórmons sinceramente crêem no batismo por
causa dos mortos. “Temos por obrigação salvar nossos mortos, se nós
mesmos havemos de ser salvos”, escreveu Joseph P. Smith (não é o Joseph
Smith que fundou o mormonismo). Temple Square, página 8,
diz: “Faz-se a pergunta, o que dizer dos que morreram sem conhecimento
do evangelho? Podem, com justiça, lhes ser negadas as bênçãos dele? O
Senhor, em Sua misericórdia, proveu um meio para estes. Nos Templos da
Igreja, procuradores vivos recebem as ordenanças do evangelho para os
que já foram para o além.” Isto tem sido chamado de “a maior
responsabilidade neste mundo”. (Times and Seasons
6:616) Mas, onde é que a Bíblia afirma que ser batizados por eles é a
provisão feita por Deus? Procurando evidência bíblica, os mórmons citam
1 Coríntios 15:29 (ALA): “Doutra maneira, que farão os que se
batizam por causa dos mortos? Se absolutamente os mortos não
ressuscitam, por que se batizam por causa deles?”
Eis aí a prova, afirmam. Mas, será? Paulo
falou aqui dos membros do corpo de Cristo como sendo ‘batizados por
causa dos mortos’, isto é, batizados para serem mortos junto com Cristo.
Por isso, uma certa tradução diz: “Batizados com o objetivo de serem
mortos.” Então, na ressurreição dos mortos, podem viver junto com Cristo
no reino celeste. (2 Tim. 2:11, 12) Podemos estar seguros de que, se a
obra cristã primária fosse o batismo por causa dos mortos, Cristo teria
dito, “procurem seus mortos”, essa ordem teria sido registrada na Bíblia
e teríamos exemplos abundantes de os apóstolos fazerem isso e instruírem
outros a fazê-lo. Não temos.
O trecho de 1 Coríntios 15:29 é traduzido de
forma variada pelos tradutores: “Por que se batizam eles então pelos
mortos?” (Almeida, rev. e corr.); “porque, então, se fazem
batizar por eles [os mortos]?” (Novo Testamento, Taizé, Ed.
Loyola); “a favor dos mortos?” (New English Bible) Alguns argúem
que Paulo se referia ao costume de batismo substituitivo, isto é,
batizar substitutos vivos em lugar dos que morreram sem ser batizados. A
existência de tal prática quer por parte dos cristãos quer de apóstatas,
nos dias de Paulo, não pode ser comprovada, nem estaria de acordo com as
exigências bíblicas de crença, fé e decisão pessoais por parte do
indivíduo. Hodge declarou terminantemente que nada foi conhecido dos
cristãos fazerem tal coisa antes do segundo século. O versículo todo
reza, em uma certa tradução: “Senão, que farão os que estão sendo
batizados com o objetivo de serem mortos?” As palavras de Paulo que
seguem a tal declaração podem lançar luz sobre o assunto. Ele prossegue
dizendo que ele e seus companheiros estavam em perigo a toda hora, e que
ele mesmo encarava diariamente a morte. (1 Cor. 15:30, 31) De novo, isto
traz à mente as declarações de Paulo em Romanos 6:3-5 e Filipenses
3:10, 11, quando indica que se submetia a uma morte semelhante à de
Cristo, sendo sepultado mediante o batismo em sua morte, com a esperança
duma ressurreição como a dele.
Outro texto que usam é Hebreus 11:40: “A fim
de que eles não fossem aperfeiçoados à parte de nós.” No entanto, o
resto do capítulo mostra que isto se aplica especificamente aos homens
fiéis da antiguidade que não receberam nenhuma recompensa celeste por
terem morrido antes da expiação de Cristo. Nada tem que ver com os
ancestrais em geral, mas sim com este grupo específico de homens
piedosos, e nada diz sobre o batismo. Seu uso mostra até que ponto têm
de ir procurar apoio para tal prática. Não têm êxito em encontrá-lo,
porque tal teoria não é ensinada na Bíblia. Convidamos os leitores
mórmons sinceros a abrir os olhos a este fato. A provisão de Deus,
conforme delineada na Bíblia, é que aqueles que não tiveram oportunidade
de ouvir e obedecer a verdade, recebam tal oportunidade na ressurreição
dos justos e injustos, sem a necessidade de um batismo substitutivo. —
Atos 24:15.
Dois Conceitos Sobre
Poligamia
Há dois grupos grandes e diversos grupos
menores de mórmons. Nossa consideração até agora lidou principalmente
com o grupo maior, com mais de um milhão de membros, com sede na Cidade
do Lago Salgado, Utah, EUA. Os Reorganizados Santos dos Últimos Dias,
com dezenas de milhares de membros e sede em Independence, Missouri, não
aceitam a poligamia, o casamento celeste, e outras determinadas
doutrinas do grupo de Utah. Ambos aceitam O Livro de
Mórmon e muitas das revelações de Joseph Smith, embora possuam
diferentes versões de Doctrine and Covenants.
(Nossas referências, a menos que seja indicado de outra forma, são da
edição de Utah.)
A questão do casamento pluralista (poligamia)
tem sido controversial já por muito tempo. O grupo Reorganizado afirma
que Joseph Smith não o ensinou. O grupo de Utah diz que ensinou, mas que
isso já acabou e que é agora um assunto morto. Seus oponentes os acusam
de “ainda aderirem a uma crença na divindade da doutrina, ao
passo que renunciam à sua prática”, e que: “Não se trata dum
assunto morto, nem pode sê-lo enquanto seu livro de Doctrine
and Covenants for a todas as partes do mundo, levando suposta
revelação que estabelece a poligamia . . . como a vontade do céu e diz
que aqueles que rejeitam este documento estão condenados.”
A Seção 132 de Doctrine and
Covenants da Igreja de Utah, contém esta revelação, embora a igreja
tenha proscrito sua prática atual. A “revelação”, contudo, permanece em
contradição direta ao princípio bíblico de “uma só esposa” para o bispo
cristão. (1 Tim. 3:2, 12; Tito 1:6) Citam o princípio da poligamia
praticado nos tempos antigos qual prova de que Deus a instituiu,
chegando a dizer que Deus ordenou a Abraão que tomasse a Agar. Ordenou
ele? Não! Leia Gênesis 16:1-3 e veja se Deus o ordenou ou se isso foi
idéia de Sara! Dizem que Deus a aprovava. Deus não a condenou porque não
a tinha proibido especificamente até o tempo de Cristo, mas Deus não a
ordenou jamais em tempo algum! É interessante notar que não foi o filho
de Agar, que deveras se multiplicou consideravelmente, mas o filho de
Sara, Isaque, que recebeu a bênção de Deus de ser o antepassado de Seu
povo escolhido.
Dízimos, Trindade, Leis
de César
Ambos os grupos exigem o dízimo. Os apóstolos
mostraram que a lei já fora cumprida e não era mais vigorante, por
conseguinte, abolindo o mandamento de dar o dízimo.
Ambas as igrejas ensinam a Trindade (apesar de
que o conceito é totalmente diferente. Os mórmons crêem em triteísmo),
crendo em Éter 3:14, em O livro de Mórmon,
que apresenta Cristo como dizendo: “Eu sou o Pai e o Filho”.
Ambas aceitam a declaração de seu Doctrine
and Covenants (Utah 58:21; Reorganizada 58:5): “Que nenhum
homem viole as leis do país, pois aquele que guarda as leis de Deus não
tem necessidade de violar as leis do país.” Estará certa esta
“revelação” mórmon, ou é correto o princípio bíblico de que, quando as
leis dos homens e as ordens de Deus se chocam, ‘Temos de obedecer a Deus
antes que aos homens’? — Atos 5:29; 4:19, 20.
Revelações Sobre O Que,
de Onde?
As novas doutrinas por meio destas novas
“revelações” fornecem ainda mais dificuldades. Convenientes revelações
“de Deus e não do homem” chegaram ao ponto de dizer a certo indivíduo,
Martin Harris, a dar sua propriedade para a impressão de O Livro
de Mórmon, e “pagar a dívida que contraíste com o
impressor”. (Doctrine and Covenants, Utah
19:34, 35; Reorganizada 18:5) Tais revelações até mesmo ordenaram a
construção duma casa para Smith viver. — Utah 124:23, 56; Reorganizada
107:9, 18.
Talvez uma das mais embaraçosas de tais
“revelações” ordenou a construção dum templo em Nauvoo, Illinois, EUA.
Segundo a mesma, Deus não só alistou os nomes dos que deviam comprar
ações do templo, e especificou um mínimo de R$ 250,00, mas também disse:
“Se não fizerdes estas coisas ao término da designação, sereis
rejeitados qual igreja, junto com vossos mortos, diz o Senhor, vosso
Deus.” — Doctrine and Covenants, Utah 124:31, 32;
Reorganizada 107:10, 11.
Agora, em linha com esta “revelação”, o grupo
Reorganizado afirma que o templo não foi terminado pelo grupo que foi
para Utah, de modo que Deus o rejeitou. Joseph F. Smith, antigo
presidente do grupo de Utah, retorquiu que, ao passo que o prédio
“talvez não tivesse sido ‘completamente terminado’”, “o Senhor, graças a
Deus, não é tão técnico e rabugento como os homens, senão, ai de todos
nós”. Contudo, não se trata de “o Senhor” ser liberal e camarada com os
que decidem não seguir suas orientações, mas de, quando uma dificuldade
inesperada impede o cumprimento completo de uma “revelação”, os
“reveladores” terem de apresentar desculpas ou acusar “o Senhor” de não
ter querido dizer isso em primeiro lugar. É a autenticidade de tal
“ordem” que fica em dúvida, e não as normas de obediência “do Senhor”.
Um exemplo principal de tal “revelação” é a
tradução feita por Joseph Smith para o inglês de certo “livro perdido”
egípcio, supostamente escrito por Abraão e agora incluído em Pearl
of Great Price (Pérola de Grande Valor) de Smith.
An Analysis of the Book of
Mormon (Análise do Livro de Mórmon), página 2, faz a seguinte defesa
da tradução de Smith: “A gravura três na placa dois consiste em um homem
com cabeça de cão sentado em um trono, segurando um bastão de mando,
tendo um disco sobre a cabeça. Joseph Smith disse que este era ‘Deus
sentado em seu trono, revestido de poder e autoridade.’ Os que o
contradizem afirmam que é Horus-Ra. Mas, quem era Horus-Ra? O Livro dos
Mortos, acreditado por todos os egiptólogos, contém diversos hinos de
louvor a Ra, entre eles o seguinte: . . . ‘Homenagem a ti, ó tu, senhor
do certo e da verdade, ao único, o senhor da eternidade e criador da
eternidade. Chego até ti, ó meu senhor Ra.’ (Vol. 2, página 481).”
Outro ancião mórmon, George Reynolds,
perguntou: “Que grande diferença existe na idéia? e como foi que Joseph
Smith sabia que representava a Deus (pode chamá-lo pelo nome típico que
quiser) senão por revelação?” A diferença, contudo, não é
insignificante. Se a fonte de inspiração de Smith chamou a Ra de “Deus”,
então ela se qualificou como pagã. Ra era um deus do demonismo, um dos
deuses pagãos desafiados por Deus com as pragas sobre o Egito, o
deus-sol egípcio; e a adoração do sol foi proibida aos servos de Deus. —
Deu. 4:15-19; 17:3-5; 2 Reis 23:11; Eze. 8:15-17.
A diferença entre Deus e Ra é a diferença
entre a verdade e a falsidade, entre a adoração verdadeira e a adoração
diabólica. Não importa quão repulsivo isto pareça ser para os mórmons
sinceros, quando seus livros e suas doutrinas contradizem a Bíblia, isto
não se deve a algumas traduções errôneas da Bíblia que os peritos estão
localizando e corrigindo, mas às “inspirações” mórmons que se juntam
sutilmente à hoste de outras revelações falsas, provenientes da fonte
que procura todo meio possível (até a aparência de cristã) para
substituir, desacreditar ou abolir a Palavra de Deus escrita, a Bíblia.
[Nota(s) de rodapé]
Origin of the
“Reorganized” Church (Origem da Igreja “Reorganizada”),
página 46, de Joseph F. Smith, do grupo de Utah.
Differences That Persist
(Diferenças Que Persistem), páginas 16, 22.
A suposta “revelação” em Doctrine
and Covenants de Utah (132:34) recebeu isto de forma
um tanto às avessas, quando afirma: “Deus ordenou a Abraão, e Sara
deu Agar a Abraão para ser esposa.”
Origin of the
“Reorganized” Church, página 38.