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  O fraco Livro de Abraão 


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Tradução: Stephen Adams

Fac-símile nº1 com a reconstrução à lápis de Joseph Smith: total falta de conhecimento das reconstituições egípciasFreqüentemente, quando lemos uma discussão sobre o problema SUD do Livro de Abraão, os apologistas e críticos tentam desviar do assunto - confundindo o leitor. Por exemplo, em um site hospedado na BYU, um autor de FARMS evita a questão mais óbvia que qualquer SUD teria sobre o Fac-símile 2. Joseph Smith fez uma tradução precisa dele? E se não, por que? Numerosos artigos sobre o Livro de Abraão (doravante LA) apareceram na revista Ensign durante os anos. Só de lê-los, a maioria dos membros da igreja nem mesmo percebem o fato que há alguns sérios problemas sérios com a tradução que Joseph Smith afirmou fazer do Livro de Abraão. 
Vamos estudar o assunto mais a fundo. Para saber mais veja o site de Jeff Lindsay , este site para a resposta "ortodoxa" e este livro para uma crítica detalhada do Livro de Joseph Smith de Abraão. 

No site de Jeff Lindsay tem esta nota: 

"Então, qual eu penso ser a verdadeira fonte do Livro de Abraão? Pessoalmente creio que Joseph tinha um pergaminho (em vermelho e preto) que realmente continha escritos sobre Abraão. Este pergaminho não é o Livro das Respirações, mas provavelmente era parte da coleção que A. Combs vendeu, que pode ter sido queimado no incêndio de 1871 em Chicago. Ainda há questões que eu não posso responder, mas não vejo nenhuma razão para rejeitar Joseph Smith por causa do Livro das Respirações. Para aqueles que insistem que nenhuma tradução legítima do Livro das Respirações pudesse resultar no Livro de Abraão, eu concordo"! 

O site de Jeff (e outras literaturas apologéticas) pode fazer alguns pensarem que os problemas com o Livro de Abraão não são tão grandes. Sua conclusão (que a parte traduzida foi destruída pelo fogo) à primeira vista pode fazer sentido lógico se pararmos por aí. Mas seu site deixa de mostrar algumas outras importantes questões:

- Por que Joseph Smith e seus secretários teriam se preocupado em colocar os caracteres da parte de Sensen próximo à tradução em Joseph Smith's Egyptian Alphabet and Grammar se o fragmento de Sensen não foi a fonte para o Livro de Abraão
- Por que Joseph Smith teria usado um pedaço do papiro como uma fonte para o Livro de Abraão que não estava diretamente próximo ao fac-símile 1 (o qual é onde está a parte de Sensen) quando o fac-símile 1 é o que nós temos como o começo do Livro de Abraão? 
- Por que só os supostos papiros de 2000 a.C. foram destruídos pelo fogo? Em outras palavras, se Joseph Smith comprou duas partes de papiro, alguns de 2000 a.C., contendo os escritos de Abraão e outros de 500 a.C., contendo o Livro das Respirações, por que é não há nenhuma parte dos papiros de 2000 a.C. sobrevivente enquanto permanecem numerosas partes dos papiros de 500 a.C.
- Por que o Livro das Respirações seria enterrado e revelado com papiros sobre 1.500 anos mais antigos que ele? 
- Por que as partes "restauradas" dos fac-símiles foram incorretamente restauradas e por que elas não foram traduzidas corretamente? 
- Como pode haver texto hebraico em um documento que supostamente é uma tradução de hieróglifos egípcios? 

Para uma análise excelente dos fracos estudos que Hugh Nibley recorreu para para diminuir a dissonância, veja o artigo de Ed Ashment em A Palavra de Deus (em inglês).

Um artigo sobre este tema pode ser encontrado na edição de março de 1997 da revista Ensign. O autor ignora totalmente as questões acima. Não é feita nenhuma menção sobre as traduções incorretas e reconstruções errôneas dos fac-símiles. No entanto, a revista faz algumas declarações interessantes. Por exemplo, ela diz que (o Livro de Abraão) é "um autêntico registro antigo" mas não menciona que não é autêntico ou antigo no sentido que em que igreja o usa (já que não foi 'autenticamente' escrito por Abraão e é quase 2.000 anos  'menos antigo' do que a igreja afirma). o autor da revista também cita Wilford Woodruff que disse que (o Livro de Abraão) estava "escondido do conhecimento humano por...quatro mil anos". Esta declaração é bem enganadora, já que foi feita quase 30 anos depois que se soube que o papiro tem somente 2.000 anos. Também interessante é a ilustração colorida de uma página inteira no artigo que mostra um Abraão calvo pronto a matar seu filho  com um punhal semelhante ao desenho incorretamente fabricado do Fac-símile nº 1 do Livro de Abraão. Os egiptologistas (e a igreja) já sabiam por quase 100 anos que o fac-símile foi falsamente 'restaurado' e que uma correta interpretação teria sido a de um homem com cabeça de chacal - e que não está segurando um punhal (ou faca de qualquer tipo). A declaração mais correta no artigo inteiro é o que diz que uma pessoa tem que ter um coração e olhos de fé  para agradecer pelo registro. Alguém com um coração e olhos fixados na realidade terá dificuldade em digerir esses argumentos. 


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